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Pós Eleições – Projeções

Por Outubro 8, 2018 No Comments

Saudações, irmãos.

Semper Viri!

Esse texto será mutuamente publicando em nosso central de Artigos do Semper Viri e em nossa biblioteca dos Patronos.

Diante dos resultados do segundo turno podemos determinar com clareza algumas mudanças bem expressivas na política Brasileira. Diante disso, faremos uma análise política e Econômica nas próximas semanas enquanto ainda não chega o segundo Turno.

Como era de se esperar, e seguindo as projeções eleitorais, Bolsonaro se consolidou bem em primeiro colocado no número de votos totais. Seus 47 milhões de votos são um marco e bate em contraste dos 43 milhões de votos que a Dilma recebeu no primeiro turno. Em contra mão, Haddad finalizando com seus 30 milhões reforça a queda da influência petista e uma ruptura importante no legado Lula no cenário Brasileiro. Estamos presenciando o completo inverso, de quando vimos Aécio em segundo colocado buscando emparelhar em números totais de votos com a Dilma, veremos o PT numa corrida para conseguir mais de 20 milhões de votos para ter alguma chance. Diante disso podemos fazer algumas pequenas projeções ao decorrer das próximas semanas. Como eu já tinha afirmado publicamente no facebook, possivelmente os votos destinados a Daciolo, Amoebo e Geraldo — migrarão em peso para Bolsonaro dando uma vantagem decente passível de sua vitória no segundo turno. Bolsonaro requer apenas 4% de todo um eleitorado que votou em outros candidatos. Considero improvável que uma boa parcela dos eleitores do Ciro votem em Bolsonaro no segundo Turno, então procuro desconsidera-lo como uma possibilidade. Diante disso, vejo sem dúvidas que o eleitorado de Ciro migrará para Haddad o que aproximaria do total de votos que Bolsonaro conseguiu. Destarte, isso impacta e demais nas incertezas do mercado, que em caso de uma vitória do Bolsonaro, seriam consideradas como um sinal fortíssimo de alta nos contratos futuros do Indice.

Antemão, eu aconselho a total cautela nos próximas dias desta semana visto que o segundo turno não é a garantia da vitória, porém Bolsonaro está visivelmente num cenário positivo e se for para optar em uma direção do mercado nos próximos dias é de justamente Alta no Índice e uma queda acentuada no Dólar que eu aconselharia.

Iremos a análise técnica;

Como é possível ver, diante das altas da semana passada, o próprio canal de alta que já tinha sido estabelecido foi rompido em alta, o que não costuma ser comum. Tal ocorrido é resultado de um gatilho gerado pela a notícia dos bons números eleitorais que Bolsonaro conseguiu, e reforçando a baixa do Dólar que já vinha se acentuando desde de 13 de Setembro. O dólar, por sua vez, que vinha tentando buscar a LTB do canal de alta, ao que tudo indica foi rompido, mas muito cedo para confirmarmos. Se Bolsonaro vencer as eleições, possivelmente no dólar confirme o rompimento e vejamos uma brusca e rígida queda no dólar, e um novo período de alta no índice, mas não espero altas monstruosas no Indice, visto que os índices globais costumam andar em tendência mútua, e é esperado que 2019 e 2020 sejam anos baixistas ao redor do mundo segundo 2/3 de todos os economistas americanos. Apesar das notícias beneficiarem o Bolsonaro e consequentemente alegrar o mercado, duvido muito que consiga apenas por isso andar contra a mandada e ir contra todos os índices globais que estão em prelúdio de queda.

(MINI-INDICE). O canal de alta, o gatilho que a notícia dos bons números de projeções de voto ao Bolsonaro gerou ao índice, o rompimento do canal até a estabilização do preço e possível surgimento de um retângulo entre a zona de resistência que foi rompida(rosa) se transformando em uma zona de suporta, impedindo o preço cair.

Vamos pegar uma imagem mais panorâmica para um entendimento total do contexto atual que nos encontramos.

Nós estávamos em uma tendência de alta desde de 2016. Essa época que registou uma boa queda no dólar, alcançando o valor de R$3,00. Frente aos R$4,20 que tínhamos alcançado em 2015, foi uma queda e tanto. Essa padrão de alta no Indice Brasileiro foi global. A maioria dos índices globais responderam com essa mesma alta e no mesmo período. E todos eles alcançaram o fim deste ciclo de alta e romperam tais canais no mesmo mês. O prognóstico do pós-rompimento é incerto, pois nada garante que o rompimento será confirmado e o que acontece normalmente é o mercado ficar instável. Diante das incertezas do mercado e das eleições esse efeito foi bem maior no nosso índice que está apresentando um comportamento lateralizado. Ou seja, sem uma direção definida.  De qualquer forma, é possível ainda sim perceber um certo início de tendência de baixa como foi traçado no gráfico. Um canal de baixa foi projetado e o mercado relativamente respeitou bem, porém atualmente estamos passando por rompimento deste canal de baixa, arrancando numa alta promovida pela os bons números do Bolsonaro nas eleições.

Diante disso,  existem algumas possibilidades. No qual destacarei a mais importante e provável ao meu ver.

  1. O índice subirá até o canal de 2016 que foi rompido e realizará o chamado Pullback e realizar uma queda acentuada respeitando a tendência mundial na queda dos índices e compactuando com a ideia de 2019 e 2020 serem anos baixistas. (isso não é necessariamente culpa de uma má gestão, mas uma tendência natural que já estava para ocorrer por inúmeras razões e motivos, porém ela pode ser mais intensa dependendo de qual candidado for eleito a presidente.)

Diante dos bons resultados do Bolsonaro no primeiro turno, espero que as próximas semanas sejam de uma acentuada alta no índice, e uma queda no Dólar.  É esperado grandes GAPs durante as aberturas de mercado. Fiquem de olho.

Abraços!

Geon Tavares

Geon Tavares

Fundador do Projeto Semper Viri. Escritor. Opera contratos futuros desde 2015. Dedica um pouco do seu tempo para movimentar esse pequeno blog destinado ao Mercado Financeiro.

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